Boas práticas para desenvolver visualizações eficientes no Power BI
A busca pela implementação de dashboards tem se tornado cada vez mais recorrente em negócios que desejam gerir e analisar seus dados de forma estratégica. Com o auxílio de ferramentas de Business Intelligence, como o Power BI, as organizações podem reunir dados de diferentes fontes e apresentá-los por meio de visualizações interativas, tornando o acompanhamento dos negócios mais rápido e objetivo. No entanto, ter acesso a vários dados em um único lugar não significa, necessariamente, possuir informações úteis para gestão e tomada de decisão. Nesse sentido, dashboards orientam decisões estratégicas.
Nesse sentido, a eficácia de um dashboard depende menos da quantidade de gráficos e da estética dos visuais apresentados e mais da forma como as equipes tratam, organizam e comunicam as informações. A seguir, o texto apresenta práticas fundamentais para o desenvolvimento de dashboards eficientes e de alto valor.
Definir claramente o objetivo do dashboard
Antes de iniciar o desenvolvimento de qualquer painel é fundamental compreender qual é o problema a resolvido. Um dashboard eficiente deve ser projetado com base nas necessidades dos usuários e nas decisões que precisam ser tomadas.
É interessante realizar algumas perguntas antes de iniciar o desenvolvimento, como:
- Quais são os indicadores que melhor rep
- Quais decisões dependem das informações apresentadas?
- resentam o desempenho do processo a ser analisado?
- Quem serão os usuários do dashboard e qual nível de familiaridade deles com esse tipo de visualização e com esses dados?
Dessa forma, responder a essas questões iniciais é uma boa estratégia para evitar a construção de dashboards excessivamente carregados de informações que não serão úteis para o objetivo final deles.
Selecionar indicadores realmente relevantes
Outro aspecto essencial é a escolha adequada dos indicadores-chave de performance (KPIs). Um dashboard eficiente não deve apresentar todos os dados disponíveis, mas apenas aqueles que são realmente relevantes para análise.
Exibir muitos indicadores pode gerar sobrecarga visual e cognitiva, dificultando a interpretação das informações. É recomendável, então, priorizar métricas que representem diretamente os objetivos estratégicos do negócio, permitam acompanhar tendências ao longo do tempo e facilitem a identificação de comportamentos atípicos.
Priorizar a clareza na visualização dos dados
Um dos principais objetivos de um dashboard é reduzir o esforço necessário para compreender os dados. A eficácia dele não está associada a elementos visuais chamativos, mas sim a um design estratégico e simples, que comunique com clareza as informações. Por esse motivo, a escolha adequada dos tipos de gráficos é fundamental.
Algumas boas práticas incluem:
- Utilizar gráficos de barras para comparações entre categorias;
- Gráficos de pizza/rosca também podem ser utilizados para esse fim, mas quando existem poucas categorias a serem exibidas;
- Utilizar gráficos de linhas para representar evolução temporal;
- Evitar gráficos excessivamente complexos que possam dificultar a compreensão do usuário;
- Reservar o uso de cores, fontes e formas mais chamativas a elementos realmente relevantes.
Nesse sentindo, a padronização visual e a boa escolha dos gráficos para um dashboard é um fator importante que co
Estruturar o dashboard com hierarquia visual
A organização dos elementos na tela também tem influência na interpretação dos dados. Um dashboard bem estruturado deve, nesse sentido, guiar, naturalmente, o olhar do usuário para as informações mais importantes primeiro e para o restante em sequência.
Uma estrutura que aconselhável utilizar consiste em:
- Localizar os principais indicadores e KPIs na parte superior do dashboard;
- Reservar a região central para gráficos analíticos que permitem explorar os dados, como tabelas, gráficos de barra, gráficos de linha…;
- Na seção inferior podem ser organizadas segmentações e informações complementares;
- Filtros podem ser localizados nas laterais, no topo ou até mesmo em uma visualização suspensa, conforme a disposição dos elementos em cada caso.
Essa organização segue princípios de design que facilitam a leitura e ajudam o usuário a compreender rapidamente o contexto antes de explorar detalhes adicionais.
Garantir qualidade e confiabilidade dos dados
Por óbvio, nenhum dashboard será útil se os dados apresentados não forem confiáveis e precisos. O processo de preparação e tratamento dos dados é uma etapa essencial no desenvolvimento de soluções de BI.
Esse processo geralmente inclui atividades como:
- Correção e padronização dos tipos de dados;
- Tratamento de valores ausentes ou inconsistentes;
- Construção de relacionamentos adequados entre as tabelas;
- Atualização periódica das bases de dados.
A confiabilidade das informações é um fator determinante para que as organizações utilizem efetivamente os dashboards como instrumentos de apoio à gestão.
Conclusão
Em conclusão, o desenvolvimento de dashboards eficazes exige mais do que conhecimento técnico sobre as ferramentas de visualização de dados. É necessário compreender os objetivos da organização, selecionar indicadores relevantes e estruturar as informações de forma clara, acessível e intuitiva. Nesse sentido, o verdadeiro diferencial está na capacidade de transformar dados em informações compreensíveis e úteis para a tomada de decisão. Em resumo, dashboards orientam decisões estratégicas.
Módulos e artigo com orientações para a estruturação e para a criação do design de um dashboard: